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    A Pesquisa Acao

    From vallmachado, 6 months ago Add as contact

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    1. Slide 1: Mestrado em Educação Tecnológica Fundamentos epistemológicos e metodológicos da Pesquisa-ação. Valeria Bolognini F. Machado Disciplina: Métodos e Técnicas de Pesquisa Professor: Dácio Guimarães de Moura
    2. Slide 2: A Pesquisa-ação é um método qualitativo. Mas porque usar um método qualitativo ao invés de um método quantitativo? Enquanto os métodos quantitativos sugerem a possibilidade de comparação, os métodos qualitativos enfatizam especificidades, em termos de origens e sentidos, dos fenômenos sociais. Situações onde podemos observar o uso de métodos qualitativos: situações nas quais as evidências qualitativas substitui as informações estatísticas relacionadas à épocas passadas; situações nas quais a intenção do pesquisador é captar dados psicológicos reprimidos ou não;  situações de observação do funcionamento complexo de estruturas e organizações. Mestrado em Educação Tecnológica
    3. Slide 3: Pesquisa-ação, Pesquisa-participante ou Pesquisa-intervenção? Os termos Pesquisa-ação e Pesquisa-participante tem origem na psicologia social de Kurt Lewin. Seus trabalhos se orientavam para a solução de problemas sociais e a partir desses estudos, o conceito de intervenção na vida social com o objetivo de transformá-la ganha corpo metodológico. No Brasil encontra-se uma polêmica entre as diversas tendências que envolvem o conceito de pesquisa e participação. Na literatura estrangeira a preocupação dos pesquisadores não está ligada ao uso deste ou daquele termo, mas sim, se de fato as pesquisas se apresentam de forma participativa ou não. Como um dispositivo de intervenção, a pesquisa participativa deve afirmar-se como um ato político, uma proposta de atuação transformadora, propondo uma intervenção de ordem micropolítica na experiência social. Mestrado em Educação Tecnológica
    4. Slide 4: Pressupostos epistemológicos e metodológicos da Pesquisa-ação. A Pesquisa-ação é uma metodologia coletiva, que favorece as discussões e a produção cooperativa de conhecimentos específicos sobre a realidade vivida, a partir da perspectiva do esmorecimento das estruturas hierárquicas e das divisões em especialidades, que fragmentam o cotidiano. Se constituiu enquanto pratica desnaturalizadora e tem como foco principal de análise as redes de poder e o caráter desarticulador dos discursos e das práticas instituídas no convívio social. DEMANDA: inserção do pesquisador no meio pesquisado participação efetiva da população pesquisada na pesquisa transformação da realidade busca do sentido e das representações nova concepção de sujeito e de grupo autonomia e práticas da liberdade princípio ético - os resultados devem ser socializados. Mestrado em Educação Tecnológica
    5. Slide 5: A PESQUISA-AÇÃO DEMANDA ENGAJAMENTO PESSOAL DOS PESQUISADORES Serão estes os responsáveis pela construção de pontes de interação entre pesquisadores e pesquisados, assumindo distintos papéis: moderadores, facilitadores, analisadores, intérpretes e, também, pesquisadores. Essa implicação do pesquisador ocorre em três níveis distintos: (Renè Barbier) o nível psicoafetivo; o nível histórico-existencial e o nível estrutural-profissional.
    6. Slide 6: Tipos de Pesquisa-ação: 1. Pesquisa-ação de diagnóstico, na qual pesquisadores em contato com a situação existente estabelecem o diagnóstico e recomendam medidas para sanar o problema; 2. Pesquisa-ação participante, que envolve em todas as etapas do projeto de pesquisa, os membros da comunidade em questão; 3. Pesquisa-ação empírica, na qual se busca o acúmulo de dados sobre experiências de trabalho diário em grupos sociais semelhantes, na tentativa de desenvolver princípios gerais; e 4. Pesquisa-ação experimental, através de um estudo controlado de uso de técnicas diferentes em situações sociais praticamente idênticas.
    7. Slide 7: A Pesquisa-ação na pesquisa social. A Pesquisa-ação se presta tanto as ações integradoras que levam à auto-regulamentação do objeto de estudo – seja ele um grupo, instituição, movimento social ou indivíduo – quando às mudanças radicais, como a contestação das estruturas. Nessa tradição se insere o método de conscientização de Paulo Freire. Enquanto na França a Pesquisa-ação se direcionou às instituições sociais (principalmente a partir da análise da violência simbólica) e para movimentos sociais de libertação; na América Latina, dirigiu-se aos oprimidos ou dominados, a partir de princípios humanistas – religiosos ou marxistas – voltados para a ação político-partidária. Mestrado em Educação Tecnológica
    8. Slide 8: A Pesquisa-ação na pesquisa social. É também importante destacar que o estilo participativo de pesquisa também foi utilizado por governos autoritários, sendo que estes, ao incorporarem as populações, visavam somente ações paliativas e assistencialistas, para a manutenção e permanência do status quo. Mas, a principal motivação para a realização de uma pesquisa-ação deve ser o desvelamento dos mecanismos de exploração, da consciência libertadora e da luta pela transformação, ou seja, UM REAL DESEJO DE MUDANÇA.
    9. Slide 9: BIBLIOGRAFIA: BRANDÃO, Carlos R. A pesquisa participante na docência: a busca do diálogo na construção do saber. Curitiba: CELEPAR, s/data. Disponível em http://200.189.113.123/portals/portal/pde/texto_pesquisa.pdf CUNHA, Charles; BOLOGNINI, Valéria; CUNHA, Daisy. Conexões de Saberes sobre Trabalho: a experiência do setor mineral em foco. Anais do XIII Congresso Brasileiro de Sociologia, 2007. Disponível em http://www. sbsociologia.com.br HAGUETTE, Teresa M.F.. Metodologias Qualitativas na Sociologia. 7º ed. Petrópolis: Vozes, 2000. ROCHA, Eliza Emília R. B.. A Pesquisa Participante e seus Desdobramentos - Experiências em Organizações Populares. Anais do 2º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária. Belo Horizonte, 2004. Disponível em http://www.ufmg.br/congrext/Direitos/Direitos8.pdf ROCHA, Marisa L.; AGUIAR, Kátia F.. Pesquisa-intervenção e a produção de novas análises. Revista de Psicologia Ciência e Profissão, n. 4, ano 23. 2003. THIOLLENT, Michel. Metodologia da Pesquisa-ação. São Paulo: Cortez, 1985. _______ Notas para o debate sobre pesquisa-ação In Brandão, C.R. (org.), Repensando a pesquisa participante. 3º ed. São Paulo: Brasiliense, 1987.